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  • Foto do escritorJuliana Sales

Falta saneamento básico na cidade mais rica do Brasil


Côrrego dos Enforcados

Na semana do Meio Ambiente, nós precisamos falar sobre a precariedade do sistema de saneamento básico de Nova Lima.


Nossa cidade, que atualmente é a cidade mais rica do Brasil, apresenta números alarmantes quando mostra que apenas 22,64% da população tem acesso ao esgotamento sanitário, enquanto a média estadual é de 77,9% e a nacional, 66,95%, de acordo com os dados do Instituto Água e Saneamento. Mais de 70 mil habitantes não tem o seu esgoto coletado.


Nossos córregos, cachoeiras, ribeirões, banquetas e parques ecológicos, estão constantemente poluídos pela falta de tratamento do esgoto e pelo descarte irregular de resíduos sólidos. E esse é um problema que reflete não só no meio ambiente, como também na saúde pública, já que a contaminação do solo e das águas inibem o consumo de produtos orgânicos e desencadeiam inúmeras doenças. 


Em uma cidade abastada de recursos como a nossa, é um absurdo que, nesse ano, apenas 0,6% do orçamento municipal tenha sido destinado para a construção de redes pluviais e esgotamento sanitário. Em comparativo, esse valor corresponde a cerca de 50% do que foi investido em publicidade e propaganda pela prefeitura.


O cuidado do poder público com o saneamento básico é fundamental para promover o bem-estar social, proteger o meio ambiente e impulsionar o desenvolvimento sustentável das comunidades. Precisamos de uma gestão que encare esse desafio. A população de Nova Lima merece um olhar mais atento e políticas públicas que mitiguem o problema.

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